The Women of Senegal – Part 1

Sokone, Fatick, Senegal | Mercredi 6 Septembre 2013

Women’s Global Education Project is a ten-year-old organization founded on the belief that a society thrives when there is universal education, gender equity, and women who are empowered to be independent. Started in 2003 by a former Peace Corps volunteer (who lived in Sokone in the 1990s with the same family I’m living with now), WGEP partners with local organizations in Senegal and Kenya to increase the educational outcomes of young women. UNICEF estimates that worldwide, some 117 million school-aged children do not attend school, 62 million of them girls. Attendance rates are lowest in sub-Saharan Africa, where only 57 percent of girls are in school, and just 15 percent of these go on to secondary school.

In Senegal they work with Union Democratique Des Ensiegnantes de Senegal (UDEN), which is a national organization that supports education, and primary and secondary school teachers, across the country. In Kenya, WGEP partners with Ntanira Na Mugambo Tharaka Women’s Welfare Project (TWWP), which works to eradicate the practice of female genital mutilation in regions of the country. This small charity has impacted residents of more than 58 villages in these countries. In ten years they have provided more than 1,600 scholarships to more than 600 girls to complete their education in Kenya and Senegal. They have also invested in communities providing adult education, boys’ and girls’ clubs, health education, and an alternative ceremony to female genital mutilation.

After being in Sokone for two weeks – working as an intern for the government at the local city hall – I landed a second job as a personal assistant with Women’s Global Education Project. My host mother #7, Adji Sanghor is the organization representative in the village of Sokone, as well as the region of Fatick. She has been working with this non-governmental organization for nearly ten years, and has helped hundreds of young girls in Senegal. While becoming familiar with their projects, I spent a lot of time talking to the villagers, to the students, and on the organization’s website: http://womensglobal.org

Here are the highlights, important data and factors that should be taken into consideration when trying to understand why education for girls’ so effective in the fight against global poverty:

  • Raises Eventual Income: Women’s incomes have been shown to be more likely than men’s to go towards food, education, health, and other family needs. Providing girls with even an extra year of schooling increases eventual wages by 10–20% . Also, even a 1 percent increase in the number of women with secondary education can increase annual national per capita economic growth by 0.3%.
  • Saves More Mothers and Babies: Every year of education delays marriage for girls, lowers their risk of dying in pregnancy or childbirth, and reduces the number of children they are likely to have. Each year a woman spends in school reduces both fertility and child mortality by 10%.
  • Leads to Healthier Families: Children of mothers who have even a primary school education are twice as likely to survive past the age of five. This is because educated women have more access to the resources they need to better feed and care for their families. For example, the children of a mother with even just one year of primary education have shown a 43% decline in malnutrition.
  • Reduces risk for HIV/AIDS and other illnesses: Every year of education for a girl increases awareness and lowers her risk of infection. A girl who completes basic education has been shown to be three times less likely to contract HIV. Education also increases overall health outcomes for women and their families for the rest of their lives.
  • Helps Protect From Violence and Abuse: Educated women are better empowered and better equipped to combat abuses such as domestic violence, trafficking, and discrimination at home, in society or in the workplace. Girls receiving an education are also less likely to be subjected to female genital cutting and more likely to oppose female genital cutting for their daughters.
  • Impacts the Next Generation: Educated women are more likely to send their own children to school, be more active in their communities, and be advocates for other women and girls.

This year we are working on a project called “Nos soeurs à l’école” (Our Sisters in school), a partnership between American “Women’s Global Education Project”, and Senegalese “Association Femmes Plus.” Helping improve the lives of girls, women and their communities through education and training. This program aims to strengthen the capacity of girls and women in rural areas, eradicating literacy and recognizing girls in schools, by awarding them with scholarships that allow them to attend high school. Their school fees are paid by the program, they get food stipend for the month, and they are gifted with school supplies such as: books, notebooks, pencils, erasers, and backpacks. As well as bathroom supplies: sponges, soap, tampons, body lotion, toothbrushes, and toothpaste. All the supplies were bought in the hundreds, and we spent our weekend counting, verifying and organizing all of it.

Sokone, Fatick, Senegal | Mercredi 6 Septembre 2013

O Projeto de Educação Mundial das Mulheres (Women’s Global Education Project) é uma organização que completa dez anos desde sua criação em 2003, fundada na crença de que uma sociedade se desenvolve quando há educação universal, igualdade de gênero, e as mulheres estão habilitadas a serem independentes. Iniciado em 2003 por uma ex-voluntária do Corpo da Paz (que viveu em Sokone na década de 1990 com a mesma família que eu estou vivendo agora), WGEP faz parceria com organizações locais no Senegal e na Quênia, para aumentar os resultados educacionais de jovens mulheres. A UNICEF estima que em todo o mundo, cerca de 117 milhões de crianças em idade escolar não frequentam a escola, 62 milhões das quais são mulheres. As taxas de frequência são as mais baixos na África sub-saariana, onde apenas 57 por cento das mulheres estão na escola, e apenas 15 por cento delas passam para a escola secundária.

No Senegal, eles trabalham com União Democrática dos Professores de Senegal (UDEN), que é uma organização nacional que apoia a educação, e os professores do ensino primário e secundário, em todo o país. Na Quênia, WGEP tem uma parceria com o Projeto Bem-Estar Ntanira Na Tharaka Mulher Mugambo (TWWP), que trabalha para erradicar a prática da mutilação genital feminina em regiões do país. Esta fundação de caridade impactou moradores de mais de 58 aldeias nestes dois países. Em dez anos, eles deram mais de 1.600 bolsas de estudo a mais de 600 meninas para que completassem sua educação na Quénia e no Senegal. Eles também têm investido em comunidades de educação de adultos, meninos e meninas, educação para a saúde, e uma pratica alternativa à mutilação genital feminina.

Depois de estar em Sokone por duas semanas – e trabalhar como estagiário para o governo na prefeitura local – eu consegui um segundo emprego como assistente pessoal com o Projeto Educação Global da Mulher (WGEP). Minha mãe anfitriã #7, Adji Sanghor é a organizadora representativa do programa na vila de Sokone, e na região Fatick. Ela tem trabalhado com essa organização não-governamental por quase dez anos, e tem ajudado centenas de jovens no Senegal. Alem de se familiarizar com os seus projectos, eu passei muito tempo conversando com os moradores, para os alunos, e no site da organização: http://womensglobal.org

Aqui estão os destaques, dados importantes e os fatores que devem ser levados em consideração ao tentar entender por que a educação para meninas é tão eficaz na luta contra a pobreza global:

  • Aumenta renda eventual: Rendimentos das mulheres têm se mostrado mais propensos do que dos homens para ir para alimentação, educação, saúde e outras necessidades da família. Fornecer meninas com até um ano extra de escolaridade aumenta eventuais salários em 10-20%. Além disso, mesmo um aumento de um por cento no número de mulheres com ensino secundário pode aumentar o crescimento nacional anual per capita econômico em 0,3%.
  • Salva mais mães e bebês: Cada ano de educação atrasa o casamento para as meninas, reduz o risco de morrer durante a gravidez ou no parto, e reduz o número de filhos que possam vir a ter. Para cada ano que uma mulher passa na escola reduz a taxa fertilidade e mortalidade infantil cai 10%.
  • Leva à famílias saudáveis: Filhos de mães que têm mesmo um ensino primário tem duas vezes mais chances de sobreviver após a idade de cinco anos. Isso ocorre porque as mulheres educadas têm mais acesso aos recursos de que necessitam para melhor alimentação e cuidado de suas famílias. Por exemplo, os filhos de uma mãe, mesmo com apenas um ano de ensino fundamental têm mostrado um declínio de 43% na desnutrição.
  • Reduz o risco de HIV / AIDS e outras doenças: cada ano de educação para uma menina aumenta a sua consciência e reduz o seu risco de infecção. Uma menina que completa o ensino básico tem sido mostrada a ter três vezes menos probabilidade de contrair o HIV. A educação também aumenta os resultados globais de saúde para as mulheres e suas famílias para o resto de suas vidas.
  • Ajuda a proteger contra a violência e abuso: As mulheres educadas são mais capacitadas e melhor equipadas para combater abusos como a violência doméstica, tráfico e discriminação em casa, na sociedade ou no local de trabalho. Meninas que receberam uma educação também são menos propensos a serem submetido a mutilação genital feminina e mais propensas a se opor a mutilação genital feminina para suas filhas.
  • Impactos da Próxima Geração: As mulheres educadas são mais propensas a enviar seus filhos à escola, serem mais ativas em suas comunidades, e serem defensoras de outras mulheres e meninas.

Este ano, estamos trabalhando em um projeto chamado “Nos soeurs à l’école” (Nossas irmãs na escola), uma parceria entre o “Projeto Educação Global das Mulheres” (WGEP) norte-americanos, e o senegalês “Associação Femmes Plus.” Ajudando a melhorar a vida das meninas, mulheres e suas comunidades por meio da educação e formação. Este programa visa reforçar a capacidade de meninas e mulheres em áreas rurais, a erradicação da alfabetização e reconhecer o esforço de meninas nas escolas, através da atribuição de bolsas de estudo que lhes permitam terminar do ensino médio. Suas taxas escolares são pagas pelo programa, elas recebem uma mesada para se alimentarem no café da manhã, e recembem tambem materiais escolar, tais como: livros, cadernos, lápis, borrachas e mochilas. Bem como produtos de higiene pessoal: esponjas, sabão, absorventes, loção para o corpo, escovas de dentes e creme dental. Todos os materiais foram comprados aos montes, e passamos o fim de semana contando, verificando e organizando tudo para que cada garota recebesse a sua bolsa no começo da semana.

About these ads

2 thoughts on “The Women of Senegal – Part 1

  1. Gabi says:

    Yet another wonderful post, Marcos! You seem to be gaining understanding of women’s issues in relation to poverty and education. I can’t wait to hear more when you’re home.

    All my love,
    Gabi

    By the way, the fact that you tag peixe kills me. Beijos!

  2. ashokbhatia says:

    It is good to know that such work is being done. You are lucky to be a part of it!

Take your time writing a comment

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

Follow

Get every new post delivered to your Inbox.

Join 3,121 other followers

%d bloggers like this: