Dancing toubabs and colorful boubous

Mermoz, Dakar, Senegal | Samedi 21 Septembre 2013

This weekend wasn’t as tedious as the previous ones. In fact, it was my best one thus far. After finishing the toughest 6 page paper on Senegalese culture and Wolof values, all the MSID students wanted to celebrate. And we did, Friday night we all went to Amanda’s roof top for a picnic, we each brought something we liked and shared – one of the many values the Senegalese emphasize. The place felt like a sauna, just like anywhere else in the city, but with good food, pleasant company and drinkable wine, no one was complaining. It was a good way to start the weekend, and end a stressful week. I apologize for the lack of good photos, it was dark and the ones we took aren’t appropriate.

Esse fim de semana não foi tão chato quanto os anteriores. Na verdade, foi o meu melhor até agora. Depois de terminar um trabalho super dificil sobre a cultura Senegalesa e os Valores Uolofe, todos os estudantes do MSID queriam comemorar. E foi o que fizemos, na Sexta-Feira anoite nós fizemos um picnic no terraço da Amanda, uma das nossas amigas, todos trouxeram algo que eles gostam de comer para compartilhar – um dos valores que os Senegaleses mais enfatizam. O lugar estava quente igual uma sauna, não muito diferente de qualquer lugar na cidade, mas com a boa comida, agradavel compania e um vinho mais ou menos, ninguem estava reclamando. Foi a melhor maneira de começar o nosso fim de semana, e terminar uma semana estressante. Eu ja peço desculpas pela falta de fotos, estava escuro e as fotos que tiramos não são apropriadas.

And it got better! As it got late, and we had to leave her roof, we all decided to go to a bar, to keep the party going. On the way out of her neighborhood, Baobab, we heard drums, and loud music. Whenever you hear drums and/or loud music: follow it! Especially when you are in such a happy, lively, and culture driven country as Senegal. When we found the music, we also found an enormous circle of Senegalese people, there were hundreds of them: dancing, chanting, enjoying themselves. As soon as they realized we were all watching them, they threw us into the circle. TO DANCE! Not knowing what was going to happen made it magical, we had no expectations and we were completely surprised and delighted. We danced for them, with them, and it was fantastic. This helped me get closer to the African culture, and made me want more, I really hope to run into one of these gatherings again. All toubabs became the center of attention, as we were making videos of the Senegalese and the Senegalese were making videos of the toubabs.

E ainda melhorou! Quando foi ficando mais tarde, nós tivemos que ir embora da casa dela, e decidimos levar a festa para um bar. Quando estavamos saindo do bairro dela, o Baobab, nós escutamos tambores e musica alta. A qualquer hora que você escutar tambores e/ou musica alta, siga-os. Especialmente quando você está morando em um pais tão alegre, vivo e cultural como o Senegal. Quando encontramos a fonte de musica, nós tambem encontramos um circulo imenso de Senegaleses, centenas deles: dançando, cantando e se divertindo. Assim que eles perceberam que nós estavamos assistindo tudo, eles nos jogaram no meio da roda. PARA DANÇAR! O fato de não sabermos s o que ia acontecer fez dessa experiencia magica, não tinhamos expectativas e fomos completamente surpreendidos e maravilhados. Nós dançamos para eles, com eles, e foi fantastico. Essa noite me ajudou ainda mais a me aproximar da cultura Africana, e me fez querer mais, eu realmente espero encontrar algo assim de novo.  Todos os toubabs viraram o centro das atenções, nós estavamos filmando os Senegaleses, e os Senegaleses estavam filmando os toubabs.

Toubab! That is a word worth learning. Technically, the terms means “of European descent” in West African countries, and is frequently used in Senegal, Gambia and Mali. The term doesn’t have derogatory connotations, and it is extended to anyone who does not appear to be Senegalese. After all those years calling Americans gringos, I’ve become the gringo, I’ve become the toubab. Nothing is funnier than going into my friends’ houses, and hearing their families yelling TOUBAB to each other, thinking that we can’t understand them. Silly them! In the Senegalese mind, a toubab is also a rich person. If he/she can travel all the way here, they must be wealthy. What they don’t quite understand, is that us toubabs, are also college students, pursuing our education, highly in debt, and underemployed.

Toubab! Ai está uma palavra que vale à pena aprender. Tecnicamente, o termo significa “aquele descendencia Europeana” nos paises do Oeste Africano, frequentemente usada no Senegal, na Gambia e no Mali. O termo não tem significado pejorativo, e aqui ele é extendido para qualquer um que não parece Senegales. Depois todos aqueles anos chamando os Americanos de gringos, eu virei o gringo, eu virei o toubab. E nada é mais engraçado do que entrar na casa de algum amigo, e ouvir alguem da sua familia Senegalesa gritar TOUBAB, achando que a gente não pode entender. Bobinhos! Na mente do Senegales, os toubabs são pessoas ricas. Se ele/ela pode fazer essa viagem até aqui, eles devem ter muito dinheiro. O que eles não entendem, é que nós toubabs, tambem somos estudantes, buscando nossa educação, cheios de dividas e sem emprego. Não temos dinheiro nem pra gente.

Now, speaking of underemployed. Shopping here is a constant struggle, because everything is so expensive. But on Saturday, Maria’s Senegalese host sister, Kinè, took us to the HLM Market, where we could buy cheaper clothes. The place itself was not very neat, it had no infrastructure, or breathable air. But everything on display was simply beautiful: the handmade dresses, the headscarves and the men’s boubous, they were all colorful and vivid. With my friend’s help, I bargained a $15,000 FCFA ($30 USD) bouboub attire, down to $5,00 FCFA ($ 10 USD), what a great deal for such a fine piece. The boubou is a flowing sleeved robe worn by men in West Africa, specially among Muslims. I bought mine for the big Tabaski festival that is coming up, which I will talk more about once it happens. But here is a hint: I was asked if I want to kill a goat!! Meeeeeeeh.

Falando em desemprego, ir às compras aqui é uma luta constante, porque tudo é tão caro. Mas no Sabado, a irmã Senegalesa da Maria, a Kinè, nos levou até um Mercado HLM, onde as roupas são mais baratas. O lugar em si era era uma bagunça, sem infra-estrutura nem ar respiravel. Mas tudo que estava à mostra era lindo: os vestidos feitos à mão, os lenços de cabeça e os boubous, tudo era bastante colorido e chamativo. Com a ajuda da minha amiga, eu negociei um boubou de $15.000 FCFA ($60 Reais), para $5.000 FCFA ($20 Reais), o que é um preço otimo para uma peça tão boa. Os boubous são vestidos com mangas usados pelos homens no Oeste da Africa, principalmente entre os muçulmanos. Eu comprei o meu para o grande festival Tabaski que vai acontecer em Outubro, mas eu irei falar mais sobre isso depois. Mas aqui vai uma dica: me perguntaram se eu quero matar uma cabra! Meeeeeeeeeeeeh.

On the downside, the water situation is still a little bit sketchy here. We haven’t really had water for over a week, and I’m not sure what is going to happen if the water distributor doesn’t fix the broken pipe. We got an e-mail from our program telling us how much water each family needs to save up in order to survive without running water. Apparently you need one gallon per person per day, for cooking, drinking and other basic needs. So when I came home all sweaty and realized that there was no water again, I got the bucket that sits by the toilet – the one filled with water to pour down your butt crack – and dumped it on my head. The water is clean, it is just not potable, and it is better than no water. Survival of the fittest.

Em contrapartida, a situação da água ainda é um pouco dificil aqui. Faz mais ou menos uma semana que não temos água encanadap, e eu não tenho certeza do que vai acontecer se o distribuidor de água não consertar o cano quebrado. Eu recebi um e-mail do meu programa aqui, explicando quanta água cada família precisa armazenar, a fim de sobreviver sem água corrente. Aparentemente, você precisa de um galão por pessoa por dia, para cozinhar, beber e outras necessidades básicas. Então, quando eu cheguei em casa todo suado e vi que não havia água novamente, eu peguei o balde que fica ao lado do vaso sanitário – aquele cheio de água de onde as pessoas pegam agua pra jogar na bunda e limpar – e despejei na minha cabeça, enquanto tentava me ensaboar. A água é limpa, so não é potável, e é melhor do que nenhuma água. Sobrevivência do mais apto.

I was extremely happy to buy some clothes. I go through clothes here like no one. Because of the humidity, it is nearly impossible to wear the same piece twice. The same goes for everyone, and because of that, my host family hires someone to do our laundry once a week. But I missed her the past three weeks and had to wash my laundry myself: piece by piece, one bucket at a time. And Saturday I washed all of my clothes again, and hung them to dry. For my good luck, it rained overnight, and when I went to check on them the next day, they were still wet and smelly, just like when I try washing them in the shower. From now on, in order to not get my underwear dirty, I won’t wear any. It has worked so far!

Eu fiquei extremamente feliz em comprar mais roupas. Eu uso roupas aqui como ninguém. Por causa da umidade, é quase impossível de usar a mesma peça duas vezes. O mesmo vale para todos aqui, e por causa disso, minha família contrata alguém para lavar a nossa roupa uma vez por semana. Mas ela faltou as tres ultimas semanas. E eu mesmo lavei minha roupa: peça por peça, um balde de cada vez. Depois de lavar tudo e colocar para secar, eu nem me preocupei. Choveu durante a noite, e quando fui ver no dia seguinte, as roupas ainda estavam molhadas e não estavam cheirosas, igual quando eu lavo no chuveiro. Mas de agora em diante, para não ter roupa suja, eu decidi evitar usar roupa o maximo possivel. A primeira coisa que eu faço quando chego em casa é tirar tudo e ligar o ventilador no maximo.

Tagged , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

14 thoughts on “Dancing toubabs and colorful boubous

  1. shelley says:

    Wow. What an experience. Wow. HM5

  2. Reblogged this on Axolot1 and commented:

  3. angirach says:

    Wish I was there to take in the sights. Love this so much! Thanks for sharing.

  4. annetbell says:

    Thanks for the like! I hope you will visit
    again soon and often. Namaste. . .

  5. Muito bom seu blog! Continue compartilhando suas experiencias!!

  6. Monick says:

    Me identifiquei com a palavra TOUBAB.. Porque também sou estudante em um país estranho que acha que somos cheios da grana..rs
    O que achei parecido tbm é o lugar que você comprou suas roupas, são as feiras que compramos aqui que são mais baratas e tbm pechinchamos muito!
    Estou adorando o blog!
    Beijo, saudades!

  7. Alexsander Magalhaes says:

    Parece ser tudo lindo! Cultura maravilhosa…

  8. Malu Mendonca says:

    Legal Marcos!!

Take your time writing a comment

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

%d bloggers like this: