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Attaya tea and Senegalese meals

Mermoz, Dakar, Senegal | Mardi 3 Septembre 2013

Tea culture is of extreme importance in Senegal and West Africa, and the one tea we drink in Dakar everyday is the Attaya. People topically drink it after their meals, because it is supposed to help your digestion, and it is served in three rounds. The first one being strong and a little bitter, the second is a little bitter sweeter and minty, and the third one is the sweetest. From what I heard here, they reflect on the Senegalese friendships. Because the longer people stay together, the sweeter their friendship gets. Even if one doesn’t like the tea, it’s preparation is enough reason to get together.

O chá e de extrema importancia na cultura Senegalesa, e do Oeste Africano e o chá que é servido todos os dias em Dakar é o Attaya. Geralmente, as pessoas o tomam depois das refeições, porque aparentemente ele ajuda na sua digestão, e são três rodadas no total. A primeira é forte e amarga, a segunda é mais docinha e mentosa e a terceira é bem bem doce. E porque? O que os Senegaleses me contaram é que essa tradicional bebida reflete a amizade entre eles. Porque quanto mais tempo passamos juntos, mias doce fica a amizade. Até mesmo quando um não toma o chá, a sua preparação ja é motivo suficiente para se reunirem.

Meals in Senegal reflect a lot on how the community works. If one is alone, one is vulnerable, and for protection, we must have a family, we must have that community. At home we eat our meals together, Mama Ndiaye cooks it and my sisters set the floor where we eat. Here we sit on a leather carpet for dinner. When food is served, we go to the kitchen to wash our hands, and sit around a large tray. We all eat from that same plate, and at the same time. What an experience! The first night I ate with my host family, we had “poisson frit avec des Boulettes de poisson à la sauce rouge” (fried fish, with fish balls and red sauce). Just so you know, those aren’t the easiest things to eat with your hands, specially here, where they eat very fast. The 6 other people who eat around that tray with me have the habit of doing so, and they usually beat me to the meat. But, Mama Ndiaye always picks out some meat from the center of the tray and puts it on my side for me. Different, but very sweet and generous, she is only making it a fair fight.

As refeições no Senegal refletem muito bem como a comunidade funciona aqui. Se alguém está sozinho, ele é vulneravel, e para proteção, ele deve ter uma familia, ele deve ter uma comunidade. Em casa nós comemos nossas refeições juntos, a Mamãe Ndiaye cozinha, e as irmãs preparam o chão onde comemos. Aqui nós colocamos um tapete de couro em cima de uma esteira de palha. Quando a comida é servida, nós vamos até a cozinha e lavamos as mãos, nos sentamos ao redor de uma grande bandeja. Todos nós comemos da mesma bandeja, e ao mesmo tempo. Que experiência! No nosso primeiro jantar juntos, nós comemos peixe frito ao molho vermelho. Só para você ter uma idéia, essas não são as coisas mais faceis de se comer com a mão. E os Senegaleses comem muito rapido, e com mais seis pessoas que ja tem o habito de comer assim, ao redor da mesma bandeja que eu, fica dificil. E eles geralmente pegam toda a carne. Mas, Mama Ndiaye sempre pega uns pedacinhos de carne pra mim do meio da bandeja, e coloca do meu lado, para eu comer. Justo! Diferente, mas muito gentil e generoso da parte dela. 

I recently learned that not every Senegalese family sits on the carpet and eats with their hands. Some of my friends host families have adapted to western ways, and abandoned that tradition. So, even though I don’t always care for the food, and never liked eating with my hands before, I feel truly blessed for being in a family that has kept that aspect of their culture. This is priceless to me. This is one example of the Senegalese culture that values their family and community. For the next months, the Ndiaye will be my family, and Mermoz my community.

Recentemente eu aprendi que nem toda familia Senegalesa come no carpete e com as mãos. As familias de alguns dos meus amigos se adaptaram mais a maneira de viver ocidental. Então, por mais que eu nem sempre goste da comida e nem sempre goste de comer com as mãos, eu me sinto com sorte de morar com uma familia que ainda mantem essa tradição, que ainda compartilha as refeições dessa maneira, e que não tenha se rendido por completo ao ocidente. Isso pra mim não tem preço. Esse é um exemplo da cultura Senegalesa, que preza a familia e a comunidade. E pelos proximos meses, os Ndiaye serão a minha familia, e Mermoz a minha comunidade.

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When you don’t read the packet

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Residence Atlantic, Dakar, Senegal | Mardi 3 Septembre 2013

You see, when you are like me, trying to be adventurous, you don’t want to know what is coming ahead of you. You want to live the moment, to be surprised and be excited for new things. You don’t want to simply read what’s going to happen on an informational packet, sent to you at the comfort of your home. Well, it turns out they do those for a reason: to inform you of things you should be aware of before traveling. So I had to come up with a “To-Don’t List.” I’ve been in Senegal for 24 hours and this is what I’ve learned in practice:

Veja bem, quando você é um pouco como eu, tentando viver aventuras, você prefere não saber exatamente o que vem pela frente. Você quer viver o memento, ser surpreendido, se empolgar com coisas novas. Você não quer simplesmente ler sobre o que irá acontecer num guia de informações, enviado para você no conforto da sua casa. Bom, acontece que esses livros são feitos por uma razão: nos informar de coisas que devemos saber antes de começar uma viagem. Então eu tive que fazer uma lista do que não fazer. Fazem 24 horas que eu estou no Senegal e essas são as coisas que aprendi na pratica:

  • NO! Do not forget to take your yellow fever shot at least ten days before leaving for Senegal. Otherwise they won’t let you in the continent, silly.
  • NO! Do not leave any documents behind, specially that one that says “Registration Receipt.” When entering Senegal you must have all your papers, or you are gonna have a bad time.
  • NO! Do no forget your “malaria pills,” and if you didn’t even know they existed, is because you didn’t read the packet. Note to self: Buy the pills and DO NOT get malaria.
  • NO! You may not eat your meals with both hands. Use only your right hand, like in India. Be proper.
  • NO! Do not bring 10 litters of wine and spirits into a country that is 95% Muslim. Not a good gift for your host family.
  • NO! Don’t think that because it’s Africa it’s hot all the time. It’s rain season, you are going to get wet!
  • NO! Do not drink water from the faucet… Simple as that. But if you do, be happy the WiFi works in the toilet!
    • NÃO! Não esqueça de tomar a sua vacina contra a febre amarela pelo menos dez dias antes de partir para o Senegal. Caso contrario eles não deixarão você entrar no continente Africano, besta.
    • NÃO! Não deixe nenhum documento para tras, especialmente o “Registro de pagamento.” Quando entrando no Senegal você devera ter todos os seus papéis, ou você não recebera seu visto tão facilmente.
    • NÃO! Não é de se admirar que você não sebe o que as “pílulas para malária” são. Dica: compre o medicamento, não pegue malária, mantenha suas hemaceas saudaveis.
    • NÃO! Não coma a sua comida com as duas mãos. Use somente a mão direita, igual na India. Seja limpo.
    • NÃO! Não leve 10 litros de destilados e vinhos para um país onde 95% da população é muçulmana. Esse não sera um bom presente para a familia anfitriã.
    • NÃO! Não pense que porque é a Africa, é quente o tempo todo. Agora é a estação das chuvas, e você vai se molhar.
    • NÃO! Não beba água da torneira… Simples assim. Mas se beber, fique feliz pelo WiFi funcionar no banheiro.

Those around me have gone tired from hearing me say, “Wait, was that on the packet?” So, I apologize. I’m aware that trying to be adventurous will still cost me something, but it hasn’t made my stay in Dakar any more difficult. Well, it has. But it has also made it a lot more memorable. And that is what counts.

Aqueles ao meu redor estão cansados de me ouvir dizer, “Espera, isso tava escrito no guia de informações?” Eu tenho consciência de que tentando ser aventureiro ainda vai me custar alguma coisa, mas isso ainda não fez com que a minha estadia no Senegal seja mais dificil. Bom, na verdade sim. Mas tambem fez da minha viagem muito mais memoravel. E é isso que importa.

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A forced layover in São Paulo

Aclimação, São Paulo, Brasil |Quinta-Feira, 29 de Agosto de 2013

After realizing I was stranded at the São Paulo Airport (GRU) and had nowhere to go, one of my Rotex friends picked me up. Otavio came as soon as he left work, and brought me to Paula’s house. Four years ago, Paula and I were 4760 Outbounds together, and we hadn’t seen each other since then. During the day I hung out with another former Rotary Exchange Student, Ciro, who had just come back from Germany. He showed me the MASP (São Paulo Museum of Art).

Depois de perceber que eu estava preso no Aeroporto de São Paulo (GRU] e que não tinha para onde ir, um dos meus amigos Rotex be buscou. Otavio veio assim que saiu do trabalho, e me levou para a casa de Paula. Quatro anos atras, Paula e eu fomos intercambistas saindo do distrito 4760 juntos, e não nos viamos desde então. E durante o dia eu sai com um outro ex Intercambista do Rotary, Ciro, que tinha acabado de voltar da Alemanha. Ele me levou ao MASP (Museu de Artes de São Paulo).

But Rotary is a family, and it doesn’t matter how much time we spend apart, when we get together it’s the same old thing. And everything that brought us together in the first place comes back. Hanging out with my old exchange student friend again and meeting her family was delightful. While her father was the biggest cachaça expert, her mom was the best cook. I stayed with her family for 3 nights, until they dropped me off at the airport. For someone who didn’t even have a place to go, I quite enjoyed my forced layover in the big city. At 1:30am, on August 30th, I finally boarded my flight to South Africa. Joburg, here I come.

Mas o Rotary é uma familia, e não importa quanto tempo passamos longe um do outro, quando nos juntamos é como se o tempo não tivesse passado. E tudo que nos juntou a primeira vez ressurge. Passar o dia com a minha antiga amiga de intercambio e conhecer a sua familia foi maravilhoso. O seu pai é o maior conhecedor de cachaça, e a sua mãe é a melhor cozinheira. Eu fiquei com sua familia por 3 noites, até que eles me levaram para o aeroporto. Para alguem que nem tinha um lugar para ir, até que eu aproveitei a minha estadia forçada na cidade grande. No dia 30 de Agosto, à 1 da manha, eu finalmente embarquei no meu voo rumo a Africa do Sul. Joanesburgo, aqui vou eu.

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Kids are dopes

Aeroporto de Guarulhos, São Paulo, Brasil |Segunda-Feira, 26 de Agosto de 2013

Well, it turns out I started celebrating my newest adventure a tad too early. I said goodbye to my family, and American friends, early on Monday morning, they dropped me off at the Confins Airport (CNF) in Belo Horizonte, and I arrived in São Paulo during lunch time. As I waited to board my flight to Johannesburg, I heard my name being called at the South African Airways counter. They asked for my passport and International Certificate of Vaccination, but all I had was some small worthless card for back home. That is when they told me I could not board my flight, because my current vaccination card was no good internationally and the National Health Surveillance Agency in Brazil (ANVISA) had already closed. However, they told me that if I ran and humbly asked ANVISA to issue me a new card, I could probably still make it to this flight.

Bom,  pelo visto eu começei a comemorar a minha nova aventura um pouco cedo demais. Eu disse adeus a minha familia e amigos americanos na Segunda-Feira de manha. Eles me levaram ao aeroporto de Congins (GRU) em Belo Horizonte, e eu cheguei em São Paulo por volta da hora do almoço. Enquanto eu esperava para entrar no meu vôo para Joanesburgo, eu escutei meu nome ser chamado no balcão da South African Airways. Eles pediram o meu passaporte e meu Cartão Internacional de Vacinas, mas tudo que eu tinha era um cartãozinho feito em Pirapora. Foi ai que eles me disseram que eu não poderia embarcar no meu vôo, porque esse cartão não era valido internacionalmente e a ANIVSA já estava fechada. No entanto, eles me disseram que se eu corresse e implorasse a ANVISA para me fazerem um cartão novo, eu ainda poderia entrar nesse vôo.

That is what I did. I ran around the airport, only to find that ANVISA had closed 10 minutes before. After looking around, I found there bureau, where after yelling at me, they issued me an International Certificate of Vaccination or Prophylaxis. However, they noticed one thing on my card; I had taken my yellow fever shot just 6 days before. Guess what? As it turns out, I need a 10 day incubation period before entering the African continent.  Lastly, I couldn’t board anyway, and had to change my ticket from August 26th, to August 30th. Like my host mom would say: “kids are dopes.”

E foi isso que eu fiz. Eu corri pelo aeroporto, so para descobrir que a ANVISA tinha fechado fazia 10 minutos. Depois de procurar um pouco mais, eu achei o escritorio deles, de ondes eles gritaram que já estavam fechados. Mas acabou que me fizeram o Cartão Internacional que eu precisava. Mas foi ai que perceberam uma coisa no nele: eu tinha tomado a vacina de febre amarela apelnas 6 dias antes. E adivinhe o que? Esse tipo de vacina precisa de um periodo de incubação de dez dias antes que eu seja autorizado a entrar no continente Africano. No final, eu não pude embarcar, e tive que mudar meu bilhete aereo do dia 26 de Agosto para o dia 30. Como minha mãe Americana diria: “criança so faz burrada.”

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Not a ‘Coming out’ story

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Let’s get one thing straight, I am not. That is not up for discussion, my personal life is not a subject for a debate, and neither are my rights as a human being. This isn’t a Coming Out Of The Closet greeting card. This is an effort that I am making for my LGBT (Lesbian, Gay, Bisexual and Transgender) community, to spread awareness. As a Rotary international ambassador of goodwill and understanding, that is what I’m here to do.

I have spent enough time studying how harsh and destructive the suppression of speech or other public communication can be, and I am strongly against it. However, it is not because you have the right to say something, that you should, or that I will listen.

I won’t debate “gay rights” with you because it simply implies that you have the ability to dictate what I deserve and what I don’t. And let me tell you something: You don’t! No one does. I won’t debate “gay rights” with you because I don’t want to hear about how – in your narrow mind – you truly believe you deserve more than me, that you are righteous, rightful. Lastly, I won’t debate “gay rights” with you because individual rights just aren’t a matter of opinion, and shouldn’t be subject to a public vote. This is human rights for everybody.

If you are against civil rights and marriage equality, than you are against my personal freedom and individual happiness. And if you are, I’m sorry, but subscribing to this privileged way of thinking is IGNORANCE. Unfortunately, your lack of knowledge, information, and capacity to accept, hurts me. It just happens that we live in a world where you get to decide my future. The political function of rights is specifically to defend minorities from oppression by majorities. Yet, I have been put in a position where I am subject to your approval, or as it happens to be, your rejection.

It was difficult growing up in a reality where I wasn’t part of the majority. Hatred isn’t something you’re born with. It gets taught. It comes from the fear of the unknown, from the inability to understand and love. As a child, and as a teenager, I didn’t know that. I didn’t understand how or why somebody could hate me for something I didn’t choose. So, I always assumed it was my fault, that I could do better, and that I had failed.

This isn’t a Coming Out Of The Closet story, because if it were, it would be followed with the question: “For how long have you known?” Well, the answer is obvious to me, I don’t know and I couldn’t tell you. But I can tell you about my “firsts.” First time I was “diagnosed” by my peers as being gay, as if homosexuality were a disease. First time I was the target of a trivial, hollow homophobic joke. First time I got beat up in front of my house for being “too flamboyant,” and unusual. And the first time I realized I had wasted a lifetime, trying to be someone I was not.

As a majority, you were unfairly given the ability to decide my future. But as bystanders, you have the power to join me, in changing that. Remaining silent, oblivious, or ignorant won’t change your life. But it will doom mine. I demand equal rights, not just for myself, but for my children. I couldn’t bear the thought of them ever thinking they are inferior, that they are worth less – if they just so happen to be different – like I did. No! It is embarrassing and heartbreaking that parents somehow find it acceptable to reject their children out of bigotry. The next generation will enjoy equal rights, without a fear of this predetermined idea of what it all means. They won’t struggle to understand and embrace their sexuality in families who do not welcome them. They won’t grow up in the same toxic, alienating, personality inhibiting, environment as I did. And I’m here to make sure of that.

Now I beseech you to fight on my side. To be my Ally. Let’s talk about marriage equality, about civil rights, and about loving thy neighbor as thyself. There is no commandment greater than that. Grant me the rights I so justly deserve. Give me the respect you so greatly treasure, and make the unfair, fair.

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