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The sand, the ocean and the bright blue sky

Senegal’s tourism is one of the most important parts of the country’s economy nowadays, and for the past decades it has tried to reach beyond visitors from just France. Senegal is externally bounded by the Atlantic Ocean to the west, and the high temperatures all year round make the country a fantastic balneary tourism destination.

Hoje em dia o turismo no Senegal é uma das partes mais importantes de sua economia, e nas últimas décadas tem tentado atrair visitantes além dos franceses. O Senegal é banhado pelo Oceano Atlântico na sua costa oeste, e possui altas temperaturas o ano todo que fazem dele um país ideal para o turismo balneário.

Île de Gorée, Senegal | Mercredi 4 Septembre 2013

Gorée Island was the first place to amaze me – at first for its dark history, but then for its colorful and vivid scenery.  Located 2 km at sea from the main harbor of Dakar, and with a population of a thousand inhabitants, the home of the Door of No Return has become a famous destination for people interested in the Atlantic slave trade. The island was one of the first places in Africa to be settled by Europeans, with the Portuguese arriving in 1444, followed by the Dutch, the British and finally the French. In this tiny island I first learned about the Baobab, a magical plant also known as the upside down tree. Baobabs have a shallow and very wide spreading root system so that they can immediately take up the first rains of the season, and they can go without water for years. These ancient trees live for centuries, millenniums and blooms gloriously in spring. They are believed to have magical entities living inside of them – old souls that just never left earth. So, whenever anyone is born, the first thing you do is bring it under the tree, to receive its blessings, and when they die, you bring them back, to allow them to say goodbye.

A Ilha de Gorée foi o primeiro lugar a me surpreender – a começar pela sua historia sombria, mas depois pelo seu colorido e vívido cenário. Localizada a 2km do porto de Dakar, e com uma população de mil habitantes, a casa da Porta Sem Retorno tornou-se um famoso destino para as pessoas interessadas no comércio de escravos no Atlântico. A ilha foi um dos primeiros lugares na Africa a serem colonizados pelos Europeus, com a chegada dos Portugueses em 1444, seguidos pelos Holandeses, Britanicos e finalmente pelos Franceses. Foi nessa pequena ilha que eu aprendi sobre o Baobab, uma planta magica que é conhecida como uma arvore de cabeça para baixo. Os baobabs tem raizes curtas e compridas que se espalham pelo chão, absorvendo as primeiras aguas da chuva, elas podem viver na seca por anos. Essas arvores vivem por centenas, milhares de anos, e dão flores em toda primavera. Os locais acreditam que entidades magicas habitam dentro dos seus grossos troncos – almas antigas que nunca deixaram a terra. Então, sempre que alguem nasce, a primeira coisa que você faz é leval-lo até a arvore, para receber as bençãos e boas vindas, e quando eles morrem, você o leva de volta, para que possam dizer adeus.

Ngor, Senegal | Dimanche 29 Septembre 2013

To visit Ile de Ngor, the Senegalese load the visitors into a Pirogue (traditional fishing canoe where everyone crams in with their orange vests). The round trip visit to the island costs $500 Francs and only takes five minutes. On the bay side we found quiet white sandy beaches where we swam, relaxed, ate lunch and napped. I call it a successful day!

Para visitar a ilha de Ngor, os senegaleses se amontoam nos pequenos barcos conhecidos como Pirogue (longas canoas tradicionais de pesca cheias de gente de colete salva-vidas). A viagem de ida e volta custa $500 Francos e pode ser feita em menos de cinco minutos. Do lado da baía encontramos uma praia tranquila de areia branca, onde nós nadamos, relaxamos, almoçamos e dormimos. Isso é o que eu chamo de um dia de sucesso!

Îles des Madeleines, Senegal | Samedi 19 Octobre 2013

The third island I have visited has been my favorite so far. Exactly 13 minutes away from Dakar, Le Parc National des Iles de la Madeleine is the smallest national park in the world, and its main island is known as Snake Island – I have not yet learned why/do not care to learn why. The island is formed by steep cliffs that have been carved by the sea over millions of years, and once I climbed over at the edge of the ocean, I fell in love with how peaceful and alluring it was. All I know is that I have decided to be the little king of my own little island! Because of its apparent barrenness and the past inability to cultivate the land of the island, local lore dictates that evil spirits inhabit it which prevent its being populated – one more reason for me to live there all by myself. I think being away from the hectic city lifestyle, the unbearable heat,  and the Senegalese wolof for an entire day did the trick for me, it is fair to say that I have a soft spot for paradise islands.

A terceira ilha que visitei foi o meu favorito até agora. Exatamente 13 minutos do Dakar, Le Parc National des Iles de la Madeleine é o menor parque nacional do mundo, e sua principal ilha é conhecida como Ilha das Cobras – Eu ainda não aprendi por que / não me importo de saber o porquê. A ilha é formada por íngremes penhascos que foram esculpidas pelo mar ao longo de milhões de anos, e uma vez que eu subi em cima da beira do oceano, eu me apaixonei com a paisagem pacífica e sedutora que a ilha me ofereceu. Tudo que eu sei é que eu decidi ser o reizinho da minha pequena ilha! Por causa de sua aridez e incapacidade de ser cultivada, a lenda local diz que os maus espíritos habitam a ilha, e impede que uma civilização se estabeleça – mais um motivo para eu viver lá sozinho. Eu acho que estar longe da vida agitada da cidade, o calor insuportável, e wolof do Senegal por um dia inteiro fez o truque para mim, é justo dizer que eu tenho um ponto fraco por ilhas paradisíacas.

Meu reinado no menor parque nacional do mundo começa agora. Daqui não saio, daqui ninguem me tira.

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Monkeys, mangroves and local tribes

Toubacouta, Niombato, Senegal | Dimanche 13 Septembre 2013

What an intense weekend!

Did you know that E. Coli is present in over 80% of Travelers Diarrhea? I had diarrhea on Wednesday, puked on Thursday and was constipated on Friday. I traveled to Toubacouta, had hot water, air conditioning and a swimming pool. I danced for the Senegalese and they danced for me. I lost a dance competition, but learned new African dance moves. I saw big monkeys, more bugs than I knew existed and set foot on The Gambia. I watched an amazing dance tribe perform one night, and a fight spectacle on the next – that almost turned into real fighting. I saw how men destroy their environment and learned how we can save it. Planted red mangrove trees in the Sub-Saharan mangroves of Southern Senegal and visited a health clinic with no doctors or nurses. I met children who do nothing but memorize the Koran for five years,  and amazing women who work hard and care for their community. I saw their joy, but also their pain. I felt impotent as we told them we weren’t there to help, but to observe and absorb. MSID (Minnesota Studies in International Development) brought us there so we could see the injustices the Senegalese people face, and form a world elite that is more sensitive to the unfairness.

Que fim de semana intenso!

Você sabia que a bactéria Eschericia coli está implicada em mais de 80% dos casos de Diarreia dos Viajantes? Eu tive diarreia na Quarta-Feira, vomitei na Quinta e estava constipado na Sexta. Eu viajei para Toubacouta, tive água quente, ar-condicionado e piscina. Eu dancei para os Senegales e eles dançaram para mim. Eu perdi uma competição de dança, mas aprendi novos movimentos de dança africanos. Vi grandes macacos, mais insetos do eu sabia que exista e coloquei o pé na Gâmbia. Eu assisti uma tribo de dança surpreendente numa noite, e um espetáculo de luta na próxima – que quase se transformou numa luta real. Eu vi como os homens destroem o seu ambiente e aprendi como podemos salvá-lo. Plantei árvores de mangue vermelho nos manguezais da África Subsaariana do Sul Senegal e visitei uma clínica de saúde sem médicos ou enfermeiros . Conheci crianças que não fazem nada a não ser memorizar o Corão durante cinco anos, e mulheres incríveis que trabalham duro e cuidam da sua comunidade. Eu vi a sua alegria, mas também a sua dor. Eu me senti impotente quando lhes dissemos que não estávamos lá para ajudar, mas para observar e absorver. MSID (Estudos de Desenvolvimento Internacional de Minnesota) nos levou lá para que pudéssemos ver as injustiças que os Senegaleses enfrentam, para que possamos criar uma elite mundial que é mais sensível à essas injustiças.

If you wake up and you are not sure whether to take Pepto-Bismol or Milk of Magnesia you are going to have a bad day. But enough about my digestive system. Let me tell you about the powerful weekend I had. First let’s clarify that I came to Senegal for the experiences and adventures, not uniquely for the academics – and that is what I had in Toubakouta. We spent a lot of time with the locals, we saw their way of life and how the community works together to help their village move forward. We met a group of women who work hard, that sometimes they see the fruit of their hard work, but more often don’t. These women love to work, and want to work, but they can’t always do so, due to the lack of jobs, opportunity or even mobility. They are extremely involved economically and politically in their community, and seek nothing but the well being of its population. Agriculture is the most important thing for them, they wish to grow their vegetables and legumes, but even that becomes difficult when they don’t have access to the supplies to build fences, that can protect their crop against animals.

Se você acorda e você não tem certeza se a tomar Pepto-Bismol ou leite de magnésia o seu dia vai ser ruim. Mas, basta sobre o meu sistema digestivo. Deixe-me dizer-lhe sobre o incrivel fim de semana que eu tinha. Primeiro, vamos esclarecer que eu vim para o Senegal pelas novas experiências e aventuras, e não exclusivamente pelo acadêmico – e eu vi em Toubacouta exatamente o que eu vim aqui pra ver. Passamos muito tempo com os moradores locais e vimos mais sobre o seu modo de vida e como a comunidade trabalha em conjunto para ajudar a aldeia a se desenvolver. Conhecemos um grupo de mulheres que trabalham duro, e que às vezes vêem o fruto do seu trabalho duro, mas que mais frequentemente não. Essas mulheres gostam de trabalhar, e querem trabalhar, mas nem sempre podem fazê-lo, devido à falta de emprego, oportunidade ou até mesmo de mobilidade. Elas são extremamente envolvidas economicamente e politicamente em suas comunidades e buscam nada mais que o bem-estar de sua população. A agricultura é a coisa mais importante para elas, que desejam ampliar o cultivo de verduras e legumes, mas mesmo isso se torna difícil quando elas não têm acesso ao material para a construção de cercas, que podem proteger os seus cultivos contra os animais que comem e destroem o que elas plantam.

The first thing we did in Toubacouta was visit the Delta du Saloum area. We boated around the river, and through the mangroves. Alongside female members of the community, we helped reforest the Red Mangroves in the Sine Saloum Delta, an extremely important and vibrant ecosystem. It also provides habitat for countless species, including some endangered species, and is essential as a nursery for fish, Senegal’s largest export. Mangroves help clean the water and air, and prevent erosion. Because of men action in the region, the mangroves have heavily declined, which means that reforestation is now more important than ever.

A primeira coisa que fizemos em Toubacouta foi visitar a área do Delta du Saloum. Nós passeamos de barco em torno do rio, e através dos manguezais. Juntamente com as mulheres da comunidade, ajudamos a reflorestar os mangues vermelhos no Sine Saloum Delta, um ecossistema extremamente importante e vibrante. Ele também fornece o habitat para inúmeras espécies, incluindo algumas espécies ameaçadas de extinção, e é essencial como um berçário para peixes, o que o Senegal mais come e exporta. Manguezais ajudam a limpar a água e o ar, e evitam a erosão. Por causa da ação humana na região, os manguezais têm diminuído fortemente, o que significa que o reflorestamento é agora mais importante do que nunca.

We watched a fantastic tribal dance group perform. They were locals from the village of Toubacouta, that put on a fascinating show for us, and for the rest of their community. The Allah Laké of Toubacouta consists of about eight dancers and a band of four, who played music and danced non stop for about two hours. Stunning dancers, unbelievable dance moves and  marvelous costumes, all outdoors, on the dirt road, in a town in the middle of nowhere. According to their Facebook page – which has 24 likes!!! –  is a troupe was founded in 2001 by Samba Ndiaye in order to develop and maintain traditional culture in the region of the Delta du Saloum. Samba started the troupe with young members of the village, teaching them either music or dance of traditional Mandinka Music. The spectacle was simply amazing, there was a man who spat fire, one on tilt legs, another one dressed like a giant, leafy turkey, and women who danced like there was no tomorrow. The next night we watched a typical Senegalese fight show, I’m not a fight fan, but it was interesting. More than once, the spectacle almost turned real. Some fighters are sore losers, and one guy had to be carried out at the end, from what I heard, that was the winner. If you can’t even walk out of the fight you just won, I don’t you won anything. When prizes were being distributed, I was also asked to pose by a bag of rice and a Senegalese fighter, but no one took a picture or said anything. I’m not sure what went down.

Tambem vimos um grupo fantástico de dança tribal. Eles eram moradores da vila de Toubacouta, que executaram um show fascinante para nós, e para o resto de sua comunidade. O Allah Laké de Toubacouta consiste de cerca de oito dançarinos e uma banda de quatro pessoas, que tocaram música e dançaram sem parar por cerca de duas horas. Dançarinos deslumbrantes, movimentos incríveis de dança e figurinos maravilhosos, tudo ao ar livre, em uma estrada de terra, em uma cidade no meio do nada. De acordo com sua página no Facebook – que tem 24 likes – eles são uma trupe que foi fundada em 2001 por Samba Ndiaye , a fim de desenvolver e manter a cultura tradicional na região do Delta du Saloum. Samba começou a trupe de jovens membros da aldeia, ensinando-lhes música e dança mandinga tradicional. O espetáculo foi simplesmente incrível, havia  um homem que cuspia fogo, um com pernas de pau enormes, um outro vestido como peru gigante, e as mulheres que dançavam como se não houvesse amanhã. Na noite seguinte, assisti a um show de luta típica Senegalesa, eu não sou um fã de luta, mas foi interessante. Mais de uma vez, o espetáculo quase virou real. Alguns lutadores são mal perdedores, e um deles teve que ser carregado do tatame no final da luta, aparentemente ele foi o vencedor. Mas se você nao pode nem sair da luta andando, eu não acho que você ganhou alguma coisa. Quando os prêmios começaram a ser distribuídos, eu fui chamado para  do lado de um saco de arroz e um lutador senegalês , mas ninguém tirou nenhuma foto e nem disseram nada. Eu não tenho certeza do que aconteceu.

We visited a “health house” in Médina Sangako. In Senegal, the public health system can be divided into National, Regional and Peripheral levels. National Hospitals, and Regional Health Centers are the only ones with doctors. Peripheral Health Posts have nurses, and the Heath Houses – being on the lower end of public health – doesn’t have any of the above. What we saw was a small house, with three rooms and a bathroom, one bed for delivery, one for examination, one crib, and no medical instruments. This “hospital” was not even built by the government, but by an American Peace Corp volunteer, and it doesn’t get any funds to keep functioning. Which means that the health agents who work there do not receive salaries, but gifts from their community. Six people, chosen by the village members work there, they do everything from informing the population about health hazards to help with delivery. There are no cars to drive the patients there, or to evacuate them to the nearest Health Center in Sokone, it is up to the patient’s family to find a car. Still, they are all grateful for having a health house so close, it is not everyone, or every village, that has that privilege.

Visitamos uma casa de saúde em Medina Sangako. No Senegal, o sistema público de saúde pode ser divididos em níveis nacionais, regionais e periféricos. Hospitais nacionais e Centros regionais de Saúde são os únicos que possuem médicos. Postos de Saúde da periferia têm enfermeiros, e as Casas de Saúde – que são a base inferior da saúde pública – não tem qualquer um dos citados acima. O que vimos foi uma pequena casa, com três quartos e um banheiro, uma cama para o parto, uma para exames, um berço, e nenhum instrumentos médicos. Este “hospital” nem sequer foi construído pelo governo , mas por um americano voluntário, a casa sequer recebe suporte financeiro do governo para se manter em funcionamento. O que significa que os agentes de saúde que lá trabalham não recebem salários, somente presentes de sua comunidade. Seis pessoas, escolhidas pelos membros da aldeia trabalhar lá, eles fazem de tudo : informarmam a população sobre os riscos de saúde e ajudam as mulheres na hora do parto. Não há carros para conduzir os pacientes até lá, ou para transportá-los para o Centro de Saúde mais próximo, em Sokone, cabe à família do paciente encontrar um carro. Ainda assim, todos os moradores são gratos por ter uma casa de saúde tão perto, pois não é todo mundo, e nem toda aldeia, que tem esse privilégio.

It was an intense weekend, filled with mixed feelings. Is it okay for me to publish images or descriptions of suffering, malnourished or otherwise helpless persons on my blog? How is that going to help the reduction of suffering and poverty in Senegal and Africa? Being here to simply observe and absorb isn’t enough and I don’t know what to do next, none of us do. We don’t have the answers and we are not even sure we know the questions. As we try to understand development and leave behind the preconceived ideas of what it all meant, we immerse ourselves in a pool of doubt, ambiguity and disbelief. However, this weekend made me even more excited to leave Dakar behind, and start my internship at the City Hall of Sokone, small city near Toubacouta. Apart from that, I don’t know what I am doing.

Foi um fim de semana intenso, cheio de sentimentos contraditórios. Está tudo bem para eu publicar imagens ou descrições de sofrimento, pessoas malnutridas e indefesas no meu blog? Como é que isso vai ajudar na redução do sofrimento e da pobreza no Senegal e no restande África? Estar aqui para simplesmente observar e absorver, não é suficiente e eu não sei o que fazer a seguir, nenhum de nós sabe. Não temos as respostas e não estamos sequer certeza de que conhecemos as perguntas. Enquanto tentamos entender o desenvolvimento e deixar para trás as idéias preconcebidas sobre o que tudo isso significa, nós mergulhamos em uma piscina de dúvidas, ambigüidades e descrença. No entanto, este fim de semana me deixou ainda mais animado para deixar Dakar para trás, e começar o meu estágio na Câmara Municipal de Sokone, pequena cidade perto de Toubacouta. Além disso, eu não sei o que estou fazendo.

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It is flooded but it lacks water

Pikini, Dakar, Senegal | Mercredi 25 Septembre 2013

Au cours des dernières semaines, Dakar a eu des inondations et des pénuries d’eau en même temps. Même si partout dans le pays, la population est touché par les deux, les régions périphériques souffrent le plus de dégâts. Depuis le 12 septembre, l’eau manque dans les quartiers de Dakar, et la saison des pluies apporte des inondations partout dans le pays. Ces deux catastrophes ruinent la santé publique, déjà détérioré dans le pays. Et cela est pertinent pour les étudiants MSID parce que nous sommes ici pour mieux comprendre le pays, sa culture et ses problèmes. Pour mieux comprendre le sous-développement, il faut voir comment il affecte la population. Cela nous aide à mieux comprendre la matière qui nous est donnée au WARC.

La ville de Dakar à une population de trois millions d’habitant, est l’eau consommée par eux du lac de Guiers, (200 km au nord de la capitale). Et l’entreprise chargée de sa production et de sa distribution est la Sénégalaise des Eaux (SDE), qui affirme que la pénurie d’eau est arrivée à cause de la rupture de la principale conduite d’eau, un tuyau qui mesure 85 mètres de long et 1,20 mètre de diamètre. En dehors de cela, les Sénégalais ont également affronté par les inondations qui se passent cette saison. Depuis 2005 les inondations sont apparues comme un drame social, économique et même politique au Sénégal.

Mais la situation est encore pire dans les régions périphériques. Le mercredi 25 septembre, je suis allé à Pikini avec mes camarades de classe et notre professeur de Développement International. Nous avons vu le sous-développement, et comment le manque d’infrastructures peut affecter un quartier, et sa population. Les maisons, les chambres, les arrière-cours et les rues sont remplies d’eau sale. Les écoles aussi étaient remplies d’eau, et de ce fait, les enfants ne peuvent pas assister aux cours. Les déchets et les ordures sont transportés par l’eau et polluent les rues, portant des impuretés et des maladies. Beaucoup de familles se sont retrouvées sous les eaux entrainant une santé publique détériorée, une économie locale fragilisée, une éducation déstabilisée et des infrastructures routières englouties.

Lors de ma visite à Pikini, j’ai eu la chance de demander aux habitants questions sur leur santé et la santé publique à Dakar. Les personnes interrogées ont dit qu’il n’y a pas d’hôpital près d’eux, et que le manque d’eau empêche les hôpitaux périphériques – qui n’ont pas de médecins – de fonctionner complètement. De cette façon, ils ne peuvent pas aider autant de personnes, comme ils le feraient dans une situation normale. J’ai vu des enfants qui ont obtenu les maladies de la peau après avoir joué dans les rues inondée, et dans chaque autre maison que je suis entré il y avait quelqu’un avec le paludisme. Avec les inondations, les maladies sont introduites dans les maisons, et un nombre encore plus grand de personnes tombent malades. Parce que cet environnement que j’ai vu là-bas, est un milieu favorable à la dissipation de maladies comme la dysenterie, le choléra, la fièvre typhoïde, le paludisme, et les maladies de la peau.

Ce sont des luttes constantes d’un pays qui a essayé de s’urbanisés sans une bonne planification, la technique nécessaire, ou à l’organisation souhaitée. Être moderne, et être urbain, ne signifie pas être développé. Et chaque pays doit trouver son propre chemin pour assurer que les besoins fondamentaux de leur population sont assistés, tout en utilisant les ressources dont ils disposent.

A mon voir, la situation sanitaire est préoccupante dans les zones inondées, parce que l’insalubrité et la stagnation permanente des eaux provoquent de profondes craintes. La population ne savons pas ou aller, ils n’ont pas d’autres abris et ils ne peuvent pas faire face aux frais de location des maisons. Cette visite était importante, car elle a montré une population pauvre, qui souffre, et un gouvernement qui les a abandonnés. Ils n’ont pas les moyens pour aller à l’hôpital, ou pour acheter des médicaments pour guérir, ils se retrouvent impuissants.

Voir face à face le surdéveloppement était plus difficile que d’en parler en classe. Même là où j’ai grandi, au Brésil, je n’avais pas vu une telle misère. Je sais que cela existe, mais je ne l’avais pas visité. A Pikini, j’ai vu une population très fatigués, qui vivent, mangent et dorment dans les eaux sans avoir l’aide des autorités qui ne se préoccupent que de la politique.

Malgré leur condition d’existence difficile et inhumaine, les Sénégalais s’entraident, ils ont l’esprit communautaire, et l’espoir que leur vie va améliorer. Lors de mon premier jour de classe au WARC, j’ai appris qu’au Sénégal, une personne a besoin d’une famille et d’une communauté pour survivre, parce que tout le monde a besoin de protection. À cause de cela, l’individualisme ne fonctionne pas au Sénégal, et chaque famille fait ce qu’ils peuvent pour aider leurs voisins et amis à tout moment. C’est ce que j’ai compris à Pikini.

Mais j’ai aussi vu que les Sénégalais n’ont pas de “vision à long terme”. Ils ne pensent pas à l’avenir, et il y a une absence de motivation de la population et aussi du gouvernement. Et il n’y a rien que je puisse faire en tant qu’individu. Mon groupe est allé là simplement pour poser des questions, à essayer de comprendre leurs problèmes, et de voir comment les Sénégalais vivent dans les régions périphériques. Mais il n’y a rien que nous puissions faire à ce sujet, je me sentais comme si je regardais une bataille déjà perdu. C’est pourquoi, quand le professeur nous a présenté à la population locale, il a dit : “ils sont juste des étudiants, ils ne sont pas des politiciens, ils sont juste là pour analyser et ils ne peuvent rien changer.” Ils se sentaient désespérés, tandis que nous nous sentions impuissants.

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Dancing toubabs and colorful boubous

Mermoz, Dakar, Senegal | Samedi 21 Septembre 2013

This weekend wasn’t as tedious as the previous ones. In fact, it was my best one thus far. After finishing the toughest 6 page paper on Senegalese culture and Wolof values, all the MSID students wanted to celebrate. And we did, Friday night we all went to Amanda’s roof top for a picnic, we each brought something we liked and shared – one of the many values the Senegalese emphasize. The place felt like a sauna, just like anywhere else in the city, but with good food, pleasant company and drinkable wine, no one was complaining. It was a good way to start the weekend, and end a stressful week. I apologize for the lack of good photos, it was dark and the ones we took aren’t appropriate.

Esse fim de semana não foi tão chato quanto os anteriores. Na verdade, foi o meu melhor até agora. Depois de terminar um trabalho super dificil sobre a cultura Senegalesa e os Valores Uolofe, todos os estudantes do MSID queriam comemorar. E foi o que fizemos, na Sexta-Feira anoite nós fizemos um picnic no terraço da Amanda, uma das nossas amigas, todos trouxeram algo que eles gostam de comer para compartilhar – um dos valores que os Senegaleses mais enfatizam. O lugar estava quente igual uma sauna, não muito diferente de qualquer lugar na cidade, mas com a boa comida, agradavel compania e um vinho mais ou menos, ninguem estava reclamando. Foi a melhor maneira de começar o nosso fim de semana, e terminar uma semana estressante. Eu ja peço desculpas pela falta de fotos, estava escuro e as fotos que tiramos não são apropriadas.

And it got better! As it got late, and we had to leave her roof, we all decided to go to a bar, to keep the party going. On the way out of her neighborhood, Baobab, we heard drums, and loud music. Whenever you hear drums and/or loud music: follow it! Especially when you are in such a happy, lively, and culture driven country as Senegal. When we found the music, we also found an enormous circle of Senegalese people, there were hundreds of them: dancing, chanting, enjoying themselves. As soon as they realized we were all watching them, they threw us into the circle. TO DANCE! Not knowing what was going to happen made it magical, we had no expectations and we were completely surprised and delighted. We danced for them, with them, and it was fantastic. This helped me get closer to the African culture, and made me want more, I really hope to run into one of these gatherings again. All toubabs became the center of attention, as we were making videos of the Senegalese and the Senegalese were making videos of the toubabs.

E ainda melhorou! Quando foi ficando mais tarde, nós tivemos que ir embora da casa dela, e decidimos levar a festa para um bar. Quando estavamos saindo do bairro dela, o Baobab, nós escutamos tambores e musica alta. A qualquer hora que você escutar tambores e/ou musica alta, siga-os. Especialmente quando você está morando em um pais tão alegre, vivo e cultural como o Senegal. Quando encontramos a fonte de musica, nós tambem encontramos um circulo imenso de Senegaleses, centenas deles: dançando, cantando e se divertindo. Assim que eles perceberam que nós estavamos assistindo tudo, eles nos jogaram no meio da roda. PARA DANÇAR! O fato de não sabermos s o que ia acontecer fez dessa experiencia magica, não tinhamos expectativas e fomos completamente surpreendidos e maravilhados. Nós dançamos para eles, com eles, e foi fantastico. Essa noite me ajudou ainda mais a me aproximar da cultura Africana, e me fez querer mais, eu realmente espero encontrar algo assim de novo.  Todos os toubabs viraram o centro das atenções, nós estavamos filmando os Senegaleses, e os Senegaleses estavam filmando os toubabs.

Toubab! That is a word worth learning. Technically, the terms means “of European descent” in West African countries, and is frequently used in Senegal, Gambia and Mali. The term doesn’t have derogatory connotations, and it is extended to anyone who does not appear to be Senegalese. After all those years calling Americans gringos, I’ve become the gringo, I’ve become the toubab. Nothing is funnier than going into my friends’ houses, and hearing their families yelling TOUBAB to each other, thinking that we can’t understand them. Silly them! In the Senegalese mind, a toubab is also a rich person. If he/she can travel all the way here, they must be wealthy. What they don’t quite understand, is that us toubabs, are also college students, pursuing our education, highly in debt, and underemployed.

Toubab! Ai está uma palavra que vale à pena aprender. Tecnicamente, o termo significa “aquele descendencia Europeana” nos paises do Oeste Africano, frequentemente usada no Senegal, na Gambia e no Mali. O termo não tem significado pejorativo, e aqui ele é extendido para qualquer um que não parece Senegales. Depois todos aqueles anos chamando os Americanos de gringos, eu virei o gringo, eu virei o toubab. E nada é mais engraçado do que entrar na casa de algum amigo, e ouvir alguem da sua familia Senegalesa gritar TOUBAB, achando que a gente não pode entender. Bobinhos! Na mente do Senegales, os toubabs são pessoas ricas. Se ele/ela pode fazer essa viagem até aqui, eles devem ter muito dinheiro. O que eles não entendem, é que nós toubabs, tambem somos estudantes, buscando nossa educação, cheios de dividas e sem emprego. Não temos dinheiro nem pra gente.

Now, speaking of underemployed. Shopping here is a constant struggle, because everything is so expensive. But on Saturday, Maria’s Senegalese host sister, Kinè, took us to the HLM Market, where we could buy cheaper clothes. The place itself was not very neat, it had no infrastructure, or breathable air. But everything on display was simply beautiful: the handmade dresses, the headscarves and the men’s boubous, they were all colorful and vivid. With my friend’s help, I bargained a $15,000 FCFA ($30 USD) bouboub attire, down to $5,00 FCFA ($ 10 USD), what a great deal for such a fine piece. The boubou is a flowing sleeved robe worn by men in West Africa, specially among Muslims. I bought mine for the big Tabaski festival that is coming up, which I will talk more about once it happens. But here is a hint: I was asked if I want to kill a goat!! Meeeeeeeh.

Falando em desemprego, ir às compras aqui é uma luta constante, porque tudo é tão caro. Mas no Sabado, a irmã Senegalesa da Maria, a Kinè, nos levou até um Mercado HLM, onde as roupas são mais baratas. O lugar em si era era uma bagunça, sem infra-estrutura nem ar respiravel. Mas tudo que estava à mostra era lindo: os vestidos feitos à mão, os lenços de cabeça e os boubous, tudo era bastante colorido e chamativo. Com a ajuda da minha amiga, eu negociei um boubou de $15.000 FCFA ($60 Reais), para $5.000 FCFA ($20 Reais), o que é um preço otimo para uma peça tão boa. Os boubous são vestidos com mangas usados pelos homens no Oeste da Africa, principalmente entre os muçulmanos. Eu comprei o meu para o grande festival Tabaski que vai acontecer em Outubro, mas eu irei falar mais sobre isso depois. Mas aqui vai uma dica: me perguntaram se eu quero matar uma cabra! Meeeeeeeeeeeeh.

On the downside, the water situation is still a little bit sketchy here. We haven’t really had water for over a week, and I’m not sure what is going to happen if the water distributor doesn’t fix the broken pipe. We got an e-mail from our program telling us how much water each family needs to save up in order to survive without running water. Apparently you need one gallon per person per day, for cooking, drinking and other basic needs. So when I came home all sweaty and realized that there was no water again, I got the bucket that sits by the toilet – the one filled with water to pour down your butt crack – and dumped it on my head. The water is clean, it is just not potable, and it is better than no water. Survival of the fittest.

Em contrapartida, a situação da água ainda é um pouco dificil aqui. Faz mais ou menos uma semana que não temos água encanadap, e eu não tenho certeza do que vai acontecer se o distribuidor de água não consertar o cano quebrado. Eu recebi um e-mail do meu programa aqui, explicando quanta água cada família precisa armazenar, a fim de sobreviver sem água corrente. Aparentemente, você precisa de um galão por pessoa por dia, para cozinhar, beber e outras necessidades básicas. Então, quando eu cheguei em casa todo suado e vi que não havia água novamente, eu peguei o balde que fica ao lado do vaso sanitário – aquele cheio de água de onde as pessoas pegam agua pra jogar na bunda e limpar – e despejei na minha cabeça, enquanto tentava me ensaboar. A água é limpa, so não é potável, e é melhor do que nenhuma água. Sobrevivência do mais apto.

I was extremely happy to buy some clothes. I go through clothes here like no one. Because of the humidity, it is nearly impossible to wear the same piece twice. The same goes for everyone, and because of that, my host family hires someone to do our laundry once a week. But I missed her the past three weeks and had to wash my laundry myself: piece by piece, one bucket at a time. And Saturday I washed all of my clothes again, and hung them to dry. For my good luck, it rained overnight, and when I went to check on them the next day, they were still wet and smelly, just like when I try washing them in the shower. From now on, in order to not get my underwear dirty, I won’t wear any. It has worked so far!

Eu fiquei extremamente feliz em comprar mais roupas. Eu uso roupas aqui como ninguém. Por causa da umidade, é quase impossível de usar a mesma peça duas vezes. O mesmo vale para todos aqui, e por causa disso, minha família contrata alguém para lavar a nossa roupa uma vez por semana. Mas ela faltou as tres ultimas semanas. E eu mesmo lavei minha roupa: peça por peça, um balde de cada vez. Depois de lavar tudo e colocar para secar, eu nem me preocupei. Choveu durante a noite, e quando fui ver no dia seguinte, as roupas ainda estavam molhadas e não estavam cheirosas, igual quando eu lavo no chuveiro. Mas de agora em diante, para não ter roupa suja, eu decidi evitar usar roupa o maximo possivel. A primeira coisa que eu faço quando chego em casa é tirar tudo e ligar o ventilador no maximo.

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